>Rodrigo Lopes da Fonte na Maratona Poética

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O BURGUÊS



Sentindo com a ponta da língua a ferida aberta na boca,
Sou uma bactéria a alimentar e piorar as
Tuas  mais torpes ignorâncias.
Sem mim, só a dor na consciência não te exulta a razão.

Apesar de à serviço da vida,
Meu ignóbil motivo é fazer-me presente nos
Teus maiores tormentos, nas tuas mais profundas moléstias.
Tuas angústias acarinham minhas vísceras.

E no entanto fracassei.
Em nome de todos os sentidos da vida e da morte.
E ninguém compreende ou quer compreender que

Sou o último suspiro da moda,
Uma blusa de idosa com estampa florida
Em um fundo marrom.

Rodrigo Lopes da Fonte 

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