>Publicando a entrevista concedida para nós na SALA DE VISITAS EM quinta-feira, 3 de março de 2011

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quinta-feira, 3 de março de 2011
Como  criadora e editora respon-sável pelo espaço Espelhando e Espalhando Amigos trago do Blog de entrevistas Sala de Visita: Pedro Bravo! E para quem chega, explico: A sala de Visita é um espaço antigo onde recebo seres lindos que tenho como ‘personalinadades’ e outros que sei que serem promessas para nossa “Literatura” de uma forma geral.
Sendo assim…
Como se estivesse em minha sala,  entre as telas que amo, meu livros preferidos dos quais não me separo, junto de queridos preciosos e como se estivesse diante do mar de Pasargada (que ouso chamar de meu) e que faz fundo a esse blog, digo com muita satisfação :
 Com Vocês Pedro Bravo, o centésimo seguidor do Espelhando e Espalhando Amigos e seu livro 

Agora a entrevista que  gentilmente nos concede. 
Dê-nos por favor :  seu nome  real e seu nome de poeta ou pseudônimo e sua idade e o que estuda (caso estude) e em que trabalha para se sustentar?
 R: Vamos lá… Meu nome é Pedro Bravo de Souza; não tenho “nome de poeta” justamente por não ser um, eu escrevo e estudo, somente. Alguns poderão achar falsa modéstia isso, mas não é, o que fiz e sou é muito pouco para eu ser chamado de poeta ou escritor, eu preciso ler, conhecer, sentir e ser muito mais.
Continuando a pergunta, tenho dezessete anos e começo em 2011 estudar Filosofia na UNESP em Marília-SP. Não trabalho, sou sustentado pelos meus pais.
Diga-nos onde nasceu e que relação tem com sua terra?
R: Nasci em Ribeirão Preto – SP. Mas somente nasci lá. Morei sempre em Jaboticabal, pequena cidade do interior do estado de São Paulo onde nunca você é desconhecido (haha). Jaboticabal é também conhecida como “A cidade das Rosas”, “Atenas Paulista” ou ainda “Cidade da Música”. É uma cidade bem tranquila, gosto bastante dela por isso. Não há trânsito; há bastante praças, árvores… Um ambiente que me agrada muito e que com certeza me interferiu de algum modo.
Que autores gosta preferencialmente de ler?
 Cite, por favor, o que chama atenção em cada um dos que citar?
R: Bom, eu posso esquecer alguns nomes, mas aqui vamos nós:
Fernando Pessoa e todas suas pessoas, Franz Kafka, Cecília Meireles, Dostoiévski, George Orwell, Sartre seja na filosofia ou na literatura, Gabriel Garcia Márquez, Luiz Bras (Nelson de Oliveira), Arthur Conan Doyle, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Ferreira Gullar e o Fabrício Carpinejar.
O que me chama atenção em cada um deles? A maneira como todos conseguem destrinchar o ser humano em todos os ângulos possíveis e o modo com que fazem isso.
É ativo na blogsfera ou apenas tem um blog para  guardar seus textos  e pra divulgação dos mesmos?
R: Até o fim de 2010 só tinha meus blogs para divulgar meus textos mesmo. Mas depois fiz várias amizades com outros blogueiros, entrei na equipe do “Papéis de Circunstâncias”, e comecei divulgar outros artistas e blogs nas redes sociais e em meus blogs também. Isso ajuda muito a todos, também linkar sites de amigos, comentar sinceramente, divulgar…
Gosta de musica? 
Cite  algo de sua preferência autor e letra?
R: Demais. A música é minha Pasárgada. Já fiz aulas de guitarra e gaita, e sempre quando posso eu procuro tocar. As bandas e cantores que mais gosto são: Los Hermanos, Creed, Cazuza, Iron Maiden, Pink Floyd, Raul Seixas, Beatles, Caetano Veloso, Metallica. Gosto muito do Villa-Lobos também, principalmente quando estou escrevendo, ajuda a ficar mais livre.
Porque escreve Pedro? 
O que o levou ate a escrita de fato?
R: Vish, essa vai ser longa (hehe)
Penso que não foi só um motivo separado. Eu lembro que com uns sete anos eu tinha uma espécie de diário, e eu gostava muito de confessar minhas impressões naquilo. Mas também há a música que sempre me acompanhou, os esportes que fazia, a minha mãe lendo os salmos aos domingos. E o meu próprio jeito de ser, eu era um pouco tímido, sempre ficava pensando como as pessoas iriam receber o que eu fosse dizer em vez de dizer logo. Eu guardava muita conversa em mim, pensava muito sozinho.
Porém algo que eu posso afirmar que me ajudou bastante para escrever foi o fato de meu professor de guitarra, Evandro Barros, me mostrar o Livro do Desassossego do Fernando Pessoa quanto eu tinha uns 13 anos. Eu fiquei admirado com aquilo e ele começou a me indicar mais e mais livros. Fui pegando o gosto e comecei escrever alguns poemas.
 Com 14 eu conheci o Edson, meu professor de filosofia no colégio, ele mudou completamente a maneira como eu via as coisas e me ensinou muito, mas muito mesmo.
No mesmo ano uma professora substituta de português, que viria a ser como uma mãe para mim nos próximos anos, Prof. Patrícia, me pediu para ler um poema meu na classe. Eu fiquei abismado, nunca tinha lido para alguém algo meu e sempre considerei o que produzia como algo sem valor e inútil. Ela me mostrou que não.
No segundo semestre de 2009 tive aulas com ela novamente, com certeza nesse período eu senti que poderia escrever não só por necessidade ou confissão, mas por prazer, por conhecer, para ver fora de mim o que me habitava.
Depois disso as coisas se sucederam, continuei pedindo conselhos de livros e dei início ao meu primeiro, “A Vizinhança”, eu o ia escrevendo e mostrando a Patrícia, confesso que se não fosse o que ela me falava eu teria abandonado o livro e provavelmente não estaria escrevendo com uma dedicação maior.
Tive a sorte de ter maravilhosos “P”rofessores em minha vida, que não se limitaram a sua função de ensinar somente dentro da classe, com um fim, um objetivo, mas extravasaram e deram motivos para surgir um novo começo em mim.
  Fale de sua obra, por favor e destaque seu livro?
R: Isso é difícil… Eu ainda não tenho forma, antes e depois de qualquer texto eu estou diferente. Minha cabeça também tem mudado muito desde que acabei o “A Vizinhança”, ainda mais depois que conheci a Gabriela, “meu Amor”. Não somente em relação ao Amor eu mudei, mas em relação ao poder miserável que tem o pensar em relação ao sentir, eu achava que o pensamento era “a cura”. Minha noção de realidade mudou bastante também. Mudanças bem radicais ocorreram em ideias que eu tinha como seguras e ainda continuam acontecendo.

Por esse jeito de ser que não consigo hoje falar das minhas produções, eu estou experimentando, absorvendo, agora não é hora de eu me classificar. Tenho medo de ficar estático.
Mas tem algumas coisas que eu percebi de comum em alguns poemas do “Fotos de Palavras” e no “A Vizinhança”. Temas como o movimento de conhecer, a loucura, a busca da verdadeira luz, o esforço para deixar o pensar como o sentir, a condição de existir, a natureza como remédio dos olhos… Entre outros.
Diga como foi escrevê-lo, que alegrias já lhe trouxe  e deixe aqui também o endereço
R: Ah, foi um desafio, certamente. Por ser o primeiro livro eu estava com muito receio de escrever, mas a Prof. Patrícia disse uma vez: “Apenas escreva a sua verdade”. Isso me incentivou e me encorajou muito, mas muito mesmo.  
Tinha dias que eu ficava da meia-noite até umas três da manhã para escrever um parágrafo e apagá-lo no outro dia. Outras vezes acordava à tarde e escrevia dois, três capítulos tranquilamente.
Quando o terminei, em julho do ano passado, eu me senti ótimo. Muito feliz mesmo. Na hora que eu o reli e vi que tinha conseguido falar o que queria no livro e principalmente no final, nossa! Eu fiquei muito alegre. Penso que essa é a verdadeira recompensa de qualquer pessoa que escreva, ver a obra pronta e perceber que depois de tanta reflexão, confusão, cortes e ajustes, o que você queria passar está ali, prontinho, bem na sua frente.
Depois de pensar um pouco eu resolvi publicá-lo pela editora Clube de Autores, ela publica livros “sob demanda”. O link é esse: http://clubedeautores.com.br/book/34823–A_Vizinhanca
Agora é o que chamo de ping pong, perguntas que pedem respostas objetivas:
Uma frase? “Vai, vai, vai, disse o pássaro: o espírito humano não suporta tanta realidade” T.S.Eliot
Uma cor? Uma? Tem que ser as duas: Vermelho e preto. Mas só vermelho está bom (hahaha)
Um perfume? 212
Uma canção? O velho e o moço – Los Hermanos
Uma fruta? Pêra
O nome de um poema? “Contemplo o lago mudo”-Fernando Pessoa
Um filme? Gatacca
Um nome? Sofia
Amar pra você é? Sentir a realidade na sua mais aguda manifestação.
Um lugar? Um jardim com uma rede.
Uma lembrança?  Viagem à Bariloche
A entrevista prossegue, agora com 
Perguntas de nossos colegas colunistas:
Maria Helena disse…
Fiquei encantada com a entrevista de Pedro. Ele se diz tímido. E eu pergunto:Tímido ou observador da vida? Difícil dizer! Só sei que muitos poetas se intitulam ou recebem o rótulo de tímidos porque trabalham com a matéria prima do silêncio.
Não tenho dúvidas que Pedro já é um poeta marcante no meio literário pois sua história de vida já lhe dá o suporte necessário para atuar brilhantemente nas cenas literárias do cotidiano.
Adorei conhecer o pedro!
Faa Cintra disse…
Pedro, o que fez você decidir escrever o livro? O que te incentivava durante a escrita do livro?
Jubs disse…
Pedro, porque a Filosofia? De certa forma ela influência na sua escrita?
Sérgio Filho disse…
Oi,
Gostei da entrevista, temos gostos semelhantes.

Bom, eu tenho algumas perguntas.
1 – Você gosta de Nietzsche?
2 – Como obteve um gosto musical tão bom?
3 – Quais seus planos para o futuro?

Sucesso, rapaz.

Aquele abraço!

Pedro Bravo de Souza disse…
Obrigado a todos pelas perguntas e comentários! Isso é muito gratificante… Bom, vou responder as perguntas:

Pergunta da Maria Helena: Você é tímido ou um observador da vida?
Resposta: Maria Helena, é muito interessante esse ponto e o modo como você o abordou. Eu sinceramente não sei em que me enquadraria, mas acho que estou mais próximo de um observador da vida que trabalha com o silêncio do que alguém realmente tímido.

Pergunta da Faa Cintra: Pedro, o que fez você decidir escrever o livro? O que te incentivava durante a escrita do livro?
Resposta: Faa, no ano de 2009 muitas coisas mudaram em mim, e de alguma forma eu queria ver como eu fiquei, o que eu acreditava naquele momento. Por isso escrevi o livro, mas, isso é importante ressaltar, ele não é uma autobiografia, há algumas coisas nele que eu não fiz e outras que odeio.
O que me incentivava foi o sentimento de escrever um primeiro livro; meus professores e amigos.

Pedro Bravo de Souza disse…
Continuação…

Pergunta da Jubs: Pedro, porque a Filosofia? De certa forma ela influência na sua escrita?
Respostas: Ah, essa vai ser difícil de responder haha. Eu amo o conhecimento Ju, sou apaixonado por saber e conhecer cada vez mais sobre tudo. Eu adoro alguns temas da Física, da Matemática, da Psicologia… e a Filosofia consegue dialogar com todos esses temas e muito mais outros, a Filosofia é muito ampla e aberta, ela ensina muito, mas muito mesmo. E ela está presente diretamente no nosso dia dia, as teorias interferem em como agimos, em que daremos mais valor, o que em determinada época será certo ou errado… basta ver a influência do positivismo e das ideias do Foucault no Brasil para entender porque a medicina e a pedagogia sãa tão procuradas, porque as cadeiras de uma sala de aula são dispostas de tal jeito.
Enquanto as pessoas não deixarem de lado esse preconceito sobre a Filosofia, de ser algo puramente teórico, elas continuaram vítimas das teorias vigentes e não saberão como se libertar.
Agora sobre a segunda parte da pergunta, certamente a filosofia influencia a minha escrita. Mas a poesia influencia muito mais, quando escrevo eu não procuro ver se aquilo pode ser verdadeiro, se é aquilo que eu penso ou se é racional, eu só procuro ver se o que escrevi é realmente o que estava sentindo, e procuro extravasar os sentimentos mais com a imaginação, de forma mais inocente…

Pedro Bravo de Souza disse…
Pergunta da Sonia: O cinema tem alguma influência na sua obra? Você pensa em escrever roteiros cinematográficos?
Resposta: Sonia eu gosto muito do cinema, mas muito mesmo. Certamente ele me interfere de algum jeito. Há alguns filmes que já me serviram de inspirações para algum texto ou alguma parte de um livro. Nas férias eu assisto uns seis, sete filmes por semana. Gosto bastante de ficção científica e drama.
Já me imaginei escrevendo um filme hehe, não sei se o faria, quem sabe, se surgir a oportunidade… mas antes eu teria que estudar e ler muito para conseguir fazê-lo. 
Já pensei em escrever peças de teatro também, mas por enquanto ainda só são aspirações, vamos ver…
Pedro Bravo de Souza disse…
Perguntas de Sérgio Filho: 1-Você gosta de Nietzsche?
2 – Como obteve um gosto musical tão bom?
3 – Quais seus planos para o futuro?

Respostas: 1- Nietzsche é envolvente, ele destrói todas as bases de qualquer pessoa. Nunca pensei que alguém poderia criticar Sócrates, Descartes, Kant como ele fez. Isso é o legal da filosofia…
Gosto muito dele mesmo, principalmente da crítica que ele faz à educação e da sua ideia do Eterno Retorno.

2- Ah, eu fiz uns 5 anos de aula de guitarra e um de gaita. O meu professor, Evandro Barros, me mostrou a Arte em si, e assim eu fui conhecendo bandas com letras que diziam algo mais e que resistiam ao longo dos anos. Também fui pegando gosto por músicas mais trabalhadas harmonicamente, com poesia tanto na letra tanto quanto nos instrumentos. Mas não se pode julgar gostos musicais, cada um escolhe o que lhe agrada, e a arte com sua própria seleção natural varre com o tempo o que não presta.

3- Meus planos para o futuro? Estudar, escrever, constituir uma família e estudar hehe. Terminar a faculdade de filosofia e começar o mestrado junto com outra graduação, fazer cursos no exterior, e continuar na carreira acadêmica. Pretendo lecionar em alguma universidade mais para frente… Acho que é isso.

Obrigado!
Abraço.

Laurimeri disse…
Gostei muito dessa entrevista.
Um jovem talento!
Pedro não se sente poeta. Por quê?
O poeta,Pedro, já nasce poeta.
Ninguém pode se tornar um.
Há alguns que vivem no anonimato (conheço vários) e brigam consigo por achar “brega” ser poeta. É lastimável!
Você tem um gosto refinado para literatura e está de parabéns.
É muito bom ver jovens amando a natureza, pois o poeta é fruto da beleza dela.
Bjs de paz.
Mary Trarbach
Pergunta de Laurimeri: Você não se sente poeta. Por quê?

Resposta: Laurimeri, não sou muito da opinião, a qual você disse, de que o poeta já nasce poeta, ou o músico já nasce músico. Eu acredito, hoje, em desenvolvimento, e por isso ainda não me sinto um poeta. Pois tenho muito ainda a caminhar, a ler, estudar e a ser. Preciso evoluir muito mais em todos os sentidos. 
Ser poeta para mim, é ser o mais infinitamente sensível, inocente ao dizer. Isso é o que busco, o que ainda acredito não ser.

.
Elcio Tuiribepi disse…
Oi gente…desculpa a demora…
Parabéns Pedro, parabéns Catiaho
Fico feliz quando vejo alguém tão jovem já se enveredar plos camihos da escrita.
Poeta é um titulo forte, nem Vinicius gostava de ser chamado assim, por isso o apelido Poetinha o acompanhou em sua trajetória
Que a literatura te continue fazendo alvoroço na alma e no coração
Um abraço na alma….
Jota Brasil disse…
Pedro…em primeiro lugar Parabéns pela entrevista e por estar aqui. Se estás aqui é por que tens valor!!!!!
Minha pergunta se divide em duas:
Gostaria de saber como foi sua experiência de se descobrir poeta. E na condição de poeta… Hoje qualquer um pode ter um blog ou postar numa comunidade do orkut ou site de escritores. Isso quer dizer que se pode escrever qualquer coisa e mostrar pra todo mundo. Na sua opinião, isso é bom ou ruim??

Abraço

Elpidio disse…
Li, agora, um pouco do que escreveu. Pois escreve bem! Não tenho questão nenhuma a lhe fazer, talvez, sobre por dizer: gostei bem d’algumas figuras que li, além da fluência de sua escrita, que é suave.

PAZ

Elpidio

VIDA E LIBERDADE disse…
Pedro , parabenizo você pela entrevista…
Cathi já fez as perguntas necessárias, mas apenas como uma pessoa que admira outras inteligentes como você, queria muito saber, para você quem é Deus? O que Ele significa e significou nesses 17 anos apenas , de vida?
Acredita em DESTINO?
ACREDITA NO AMOR LIVRE?
O QUE SIGNIFICA PARA VOCÊ UM AMOR LIVRE?

BOA SORTE, MENINO…..

BEIJOS

LISA

Rodrigo Lopes da Fonte disse…
Pedro, você vai ingressar num estudo acadêmico da Filosofia e durante a entrevista citou Sartre. Acredito que dificilmente você passou incólume pela leitura de suas ideias. Então eu gostaria de saber qual a influência sartriana na sua obra?
lucidreira disse…
Realmente foi uma entrevista e tanto, gostei muito da desenvoltura do entrevistado e da entrevistadora. 
Pergunto: O que levou você a escrever, principalmente poemas?
Abraço
Pedro Bravo de Souza disse…
Muitíssimo obrigado a todos pelos comentários. Vou respondê-los na medida do possível.

Pergunta de Jota Brasil: Gostaria de saber como foi sua experiência de se descobrir poeta. E na condição de poeta… Hoje qualquer um pode ter um blog ou postar numa comunidade do orkut ou site de escritores. Isso quer dizer que se pode escrever qualquer coisa e mostrar pra todo mundo. Na sua opinião, isso é bom ou ruim??

Resposta: Olá Jota. Bom, eu não me descobri poeta ainda, como disse e justifiquei acima, e talvez também por eu não gostar muito de definições. Fica difícil para as pessoas te verem além dela, creio.
Sobre a segunda parte da pergunta, penso que essa chance de mostrar seus textos na internet é muito boa, e de um certo modo benéfica. Pois você pode conhecer pessoas que escrevam como você, pessoas que te incentivam e te fazem críticas construtivas para que você melhore. Agora, deve-se lembrar que não vivemos, pelo menos até agora hehe, somente no mundo virtual da internet. Deve-se divulgar os textos em outros lugares também.
E a internet ainda não deu grandes passos no que diz respeito a publicação de livros, há sites como o clube de autores, mas dificilmente você conseguirá um número de vendas igual outro tipo de publicação.
Pelo que eu percebo nos anos que tenho e acompanho blogs de literatura, a internet apenas está ajudando a divulgação de textos entre, não necessária e exclusivamente, blogueiros. Ou seja, nem mesmo a divulgação é tão grande, mesmo postando no orkut, twitter, facebook e outros lugares. Assim, há vários escritores que desistem de escrever no blog e fora dele, por não verem seus textos reconhecidos, esse é o lado ruim.
Por isso deve-se escrever de forma “desinteressada”, sem o objetivo de fama, dinheiro, recompensas etc… Certamente é necessário o conhecimento do mercado editorial mas não a sua rendição à ele, o que os blogs muito dificilmente fazem, por serem um espécie de diário, enfim, sem compromisso editorial.

Pedro Bravo de Souza disse…
Vida e Liberdade obrigado pelo comentário.

Perguntas: Para você quem é Deus? O que Ele significa e significou nesses 17 anos apenas , de vida?
Acredita em DESTINO?
ACREDITA NO AMOR LIVRE?
O QUE SIGNIFICA PARA VOCÊ UM AMOR LIVRE?.

Respostas: Caramba, só perguntas fáceis einh? Haha
Vamos lá, para mim Deus não é quem e sim algo, isso é se ele existir, apesar de eu ter mais argumentos contra sua existência eu acredito em algum deus, não um antropomórfico como algumas religiões o admitem. Eu acredito nesse deus fora das religiões, tenho fé que tal coisa exista. Por enquanto só isso que eu posso falar, minha ideia de deus muda muito.
Até os 13 anos eu era católico, depois agnóstico, ateu, agnóstico e hoje deísta. Vai saber o que serei amanhã…
Mas tenho quase que uma certeza, que há muitas coisas além de que o homem pode pensar, que há muito sentimento no mundo e no multiverso ainda desconhecido, e que há uma certa conectividade entre os seres, uma relação de inter-dependência.
Agora, o que deus significou para mim em todos esses anos? Um ponto de interrogação, não posso dizer algo mais, sempre ele foi incerto, mesmo quando eu estava na religião      .

Acredito no destino em partes. Penso que nós podemos interferir nele com nossas escolhas, que podemos escolher nosso futuro, mas há acontecimentos que certamente não conseguimos entender, e que para que eles tenham algum sentido, o colocamos no tal do destino           .

Ainda não tinha ouvido falar desse “Amor livre”. Pelo que li agora parece ser um movimento contra as interferências das leis e igreja no Amor. Até esse ponto até que concordo, mas muito timidamente.
Parecem que eles partem do pressuposto de que o amor é uma posse e uma relação absolutamente de dependência. Desculpe, mas para mim isso não é amor, por isso descordo e o que vivo prova minha descordância.

Pedro Bravo de Souza disse…
Pergunta do Rodrigo: Pedro, você vai ingressar num estudo acadêmico da Filosofia e durante a entrevista citou Sartre. Acredito que dificilmente você passou incólume pela leitura de suas ideias. Então eu gostaria de saber qual a influência sartriana na sua obra?         .

Resposta: Legal a pergunta. Realmente eu não passei ileso da leitura do Sartre. A ideia dele de liberdade me influenciou muito, “a existência precede a essência”… Hum, a ideia de que o homem é um tender a ser Deus… Ah, o existencialismo em si mesmo me encanta, e o Sartre conseguiu, pelo menos para mim, o passar de uma forma muito interessante, o jeito como ele coloca o outro também é muito legal de conhecer, apesar de eu não concordar com essa parte do seu pensamento.


Pedro Bravo de Souza disse…
Pergunta de Lucidreira: O que levou você a escrever, principalmente poemas?

Resposta: Realmente, eu não sei hehe. Eu não lia muitos livros de poemas na minha infância, o contato que eu tinha com versos era em salmos e na música. 
Talvez por aí comecei a fazê-los e depois por causa das aulas de redação na sétima ou oitava série e por ter lido o Pessoa.
No primeiro e no segundo colegial que eu comecei gostar mais de poemas. Eu me desabafava melhor em versos. Então sempre quando eu ia escrever algo mais pessoal, subjetivo, eu escrevia um poema. Quando era algo mais sei lá, mais “racional”, por favor entre aspas, o fazia em prosa. 
O poema surgiu para mim como um desabafo mesmo, o verso e a estrofe acabam nas respirações de meus anseios. Agora a linha da prosa, tem que seguir até o final da página, isso às vezes dificulta.
Mas, ainda me sinto melhor escrevendo em prosa do que em poesia. Todo poema para mim é um desafio, por isso comecei o blog Fotos de Palavras, para desafiar a mim mesmo e melhorar minha escrita poética, dentre outras coisas.

Como tudo deve ter retorno, acho justo que o entrevistado também pergunte a quem tem a idéia de joga-lo no fogo e  daqui pra frente troco com o Pedro e dou a ele o direito de perguntar a mim o que desejar
Pedro pergunta a Catiaho
Quantos livros você já escreveu?
Respondendo:
:Pedro ja escrevi e lancei dois livros que fazem são parte do Oficina da Palavra que é um Programa de Oficinas Literárias que tem por objetivos proporcionar momentos como esse que  vivemos aqui diante de sua encantadora entrevista.
e
Saiba que é o autor escolhido pela sorte para ser o primeiro autor dessa  Fase do Oficina encantada  deixo a o Convite a quem passar no blog de lhe fazer perguntas  como depoimentos, onde você responderá e depois de moderado( não é censura, é preservação), libero e publico  aqui, no Espelhando e como entrevistado  poderá  publicar onde desejar.
 Combinado?
Agora, devolvo a palavra(rsrs)
 mas só se for entre sonhos e delírios e
Deixe  uma mensagem sua pra nós aqui se quiser.
Queria agradecer pela oportunidade de fazer a entrevista e divulgar meus textos. Gostaria que vocês acessassem os meus blogs http://www.fotosdepalavras.info/ http://pedrobravodesouza.blogspot.com/ 
e o do Papéis Online http://papeisonline.blogspot.com/ .


Muito obrigado,
Pedro Bravo.
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