>Catiaho Reflexo na Maratona Poética com Conto: Silêncios de cada um

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Bem depois de um cedo em cantos e encantos, lá no meio da tarde tranquila, apesar dos ” silêncios” dentro, lá  fora há rumores e vida, carros que vão e vem; gentes que devagar ou rápido sempre se movimentam, sons é que não falta, la fora.
Mas dentro, nos ” silêncios”; ambos maquinam enquanto o relógio não economiza na marcação em tic tacs incessantes.
Um olha o outro que dorme; cansaço de quem espreita aguardava, dorme é verdade… mas de sexo exposto, esse não adormece nunca.
Assim seguem até que la fora também silencia, essa era a hora certa.
O que olhava se aproxima quase num esgueirar cama acima e lençóis a dentro.
O que dormia desperta tal qual o sexo se manteve.
As mãos se vasculham numa coreografia desencontrada até que as engrenagens sincronizadas juntem as bocas até que os silêncios em sons, gemidos desconexos se transformam…
Folia dos que se entregam e se possuem…
corpos um sobre o outro, um contra o outro numa troca de verso e inverso sucessivo
até que um sacia o outro
pra depois saciados no outro se fazer…
Não há mais silêncios nem la fora , nem lá dentro,
tudo é carrossel caleidoscópico em som e movimento até o ultimo e derradeiro pulsar…
Pra depois cada um novamente  forças renovar…
pra quem sabe se sim ou  não
novamente a espera se
en
tre
gar….
Catiaho Reflexo d’Alma 1650 2205011

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