>silvioafonso na MARATONA POÉTICA com

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VOCÊ EM MIM…

Mais uma vez ela fraquejou das pernas e se deixou cair de costas, subjugou-se ao homem que a comprimia contra a cama e que num selinho apressado acarinhou seus lábios cujo trajeto ela já adivinhava; dos lábios para, pescoço a baixo se deixar perder por entre os seios num demorado e molhado beijo. Mão na mão, no corpo, no rosto e num desmanchar de cabelos o ato se consumaria para num apressado gesto, vestir as roupas e ir embora. Seria bingo se todas as histórias não tivessem desfechos diferentes, tristes ou felizes.
A boca que selou num beijo o silêncio dos seus lábios era a mesma com que ela sonhara. Era doce no beijar e no dizer do seu nome. Suave quando sorria e bonita quando deixava transparecer a simetria dos seus dentes.
Olhos, de cuja cor já não se esquece, olhavam por entre os seus e, alma à dentro varriam os cantos reprimidos, sofridos e queridos da mulher que sorria, vivia como todas as outras, mas que sofria diferente das que conhecia.
Mal, ou bem de amor, não sei. Mas sei que o corpo que prendia o seu naquele instante, não prendia por sexo, paixão ou vaidade, mas por um amor de conto de fadas, de sapo, príncipe encantado, escravo, súdito e senhor. Prendia por um amor maduro que cheira à vida, à saúde, à beleza e à sinceridade. Cheira a outono e a todas as estações do ano, porque só o amor sabe pintar com as cores que pede o coração.
silvioafonso.
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